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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

sem título_02

solicito mais espaço.

obrigado.

solicito abrir caminhos.

impossível.

como?

obrigado.

no seu olhar eu vou inteiro
sem medo sem consternação
eu nele me faço,
inteiro o invado
e remo
e nado
eu nada mais além disso
sigo ciente do nosso co-
lapso.

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queria se possível quentura.

queria se possível doçura.

queria se possível sujeira e sebo
queria o tom da pele propenso ao desespero
mútuo

e empoeirado.

cansamos, nós dois, dessa poesia
dessa verborragia metida a besta
eu cansei

devo dizer

EU CANSEI
queria ser esperto para outra coisa que não essa redundância
auto-comiserativa.

as palavras seduzem
e convidam ao jogo

tão longe

ainda vivo

as luzes partem

a música morre

mas eu não vejo
que é só um pedido
esse meu
oh!

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jump again
my coffee is getting cold
e eu continuo tentando o intentável
o impossível
o lago submerso sob versos
a luz difusa do abajur prateado
tudo cromado
o seu rosto
o seu peito
o seu sorriso
sobre mim
despedaçado

licença,
eu te peço

preciso me encontrar antes que me acabem os cigarros.

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