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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lendo árvores e escrevendo filhos

Uma nova árvore.
Longa e nova,
Inteiramente nova.
Cheia de linhas
Percalços
Texturas
E
Descobertas.

Árvore velha,
Sempre nova
Para mim.
Sábia e esbelta.
Árvore sedutora
Que me encanta
E me inquieta.

Olho a nova árvore,
Todos os dias.
Outras me chamam a atenção
Outras se jogam rumo ao chão,
- As descabidas -,
mas eu contemplo
a árvore certa.

Toco-a,
comovo-me com
seus cheiros.
Para os outros,
passageiros.
Para mim,
Sempre cheiros
Fraternos,
Ternos e
Eternos.

Lendo as árvores,
Porque me lançam
aos céus,
ainda que feitas
de papel.
Lançam-me ao mar.
Ainda que não feitas
Para molhar,

Lançam-me ao mar,
Com direito de
Volta,
Mas não sem antes
uma queimadura da
água-viva-morta,
Mas não sem
Um olhar fatal do
peixe-espada-de-papel-também.

Elas que me lançam ao altar,
De onde eu posso contemplar
Outros estados.
De onde eu posso
Afastar. Me.

No altar, encontro os meios
De fazer do pequeno que virá
Algo melhor de quem trepado
Nas árvores
Está.

Algo assim,
Melhor do que eu.

27/02/07

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